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quinta-feira, 6 de setembro de 2007

LPM E A RESCISÃO COM O FC PORTO

Este texto que se segue é o comunicado que Luis Paixão divulgou no seu blog, com o conteudo da carta de rescisão de contracto com o FC Porto.
Luis Paixão Martins é o responsável da LPM, empresa que presta serviços na area de comunicação, e que tem como seus clientes grandes empresas inclusivé empresas publicas. O FC Porto e a LPM tinham assinado um contrato de apoio ao nivel da comunicação ao FC Porto, esta participação terminou antes mesmo de começar, de acordo com a LPM devido a pressões externas muito fortes. A LPM afirma que houveram pressões de entidades que deveriam dar o exemplo...... prefiro nem fazer especulações acho que a própria frase diz tudo. Estas pressões devem ter sido gravissimas, já que a LPM diz ter cedido para garantir o emprego dos seus 70 funcionários.
Agora pergunto eu.....será que não existem motivos para investigar este caso, será que uma empresa que representa empresas tão grandes e importantes (convido a entrar no site da LPM para verem os seus clientes http://www.lpmcom.pt/), não tem credibilidade suficiente para que quando lança no ar estas suspeições não existam razões para averiguar. Ou será que só um livro escrito por uma alternadeira é que é motivo para se abrir processos, mesmo ainda se tratando de um livro de ficção (descrição da própria, mas isso são coisas para falar noutra altura).


A carta a que se refere o Expresso

Eis o teor integral da carta a que se refere o Expresso de hoje e que enviámos, em data recente, ao Futebol Clube do Porto:

Pela circunstância de estarmos ligados ao Futebol Clube do Porto por um contrato de prestação de serviços de Conselho em Comunicação e Assessoria Mediática temos sofrido, nas últimas semanas, uma lamentável sucessão de pressões ilegítimas.

Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido.

Tememos que a continuação do contrato que nos liga ao FCP possa colocar em risco a normal actividade da LPM em prejuízo dos cerca de 70 colaboradores que empregamos e das cerca de 50 instituições que representamos.

Estas circunstâncias levam-nos a solicitar a rescisão amigável do contrato.

No momento em que o fazemos deixamos claro que nada de menos ético – muito menos ilegal - ocorreu no nosso relacionamento com a vossa instituição e que as pressões que têm sido exercidas sobre a LPM, essas sim, pressupõem uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao País.

A curta experiência de trabalho com o FCP confirmou, infelizmente, o que tínhamos identificado no diagnóstico inicial: existe uma anormal coligação de interesses que procura impedir a expressão pública da vossa instituição, mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa.

Nas últimas semanas, porque ocorreram episódios mediáticos (a maior parte sem qualquer intervenção nem do FCP nem da LPM) que mostram quão frágil é o guião construído por esses interesses, foram sendo utilizados sobre a nossa empresa meios, públicos e privados, que relevam sobremaneira o desespero dessas entidades e a falta de consideração pelos princípios éticos que deviam respeitar.

Neste contexto, estamos certos de que compreenderão melhor do que ninguém esta nossa decisão.
LPM, 25-08-2007

in: http://bloglpm.lpmcom.pt/
LUGARES COMUNS - O blog profissional de Luis Paixão Martins

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