Jogo surreal o que assistimos hoje. Portugal e Itália defrontaram-se mais uma vez e imagine-se...perdemos.
O Scolari já dizia que não podia ser o facto de não ganharmos à Itália há mais de 30 anos. Tanto que podia como perdemos novamente. Faz-me lembrar a França. Não temos argumentos para ganhar-lhes. Há-que assumir. Os Ingleses e os Holandeses pensarão o mesmo de Portugal. Não há nada a fazer, é perder e deixar perder.
Podemos ser pretensiosos e pensar que somos do melhor que há no futebol internacional mas não somos. Pecamos pela falta de crença e ambição em jogos fundamentais. Quer sejam meias finais, quartos de final ou finais, há selecções que não conseguimos bater. Temos o caso da França como referi, qua andamos há uma catrefada de fases finais a tentar ganhar, a Itália que já não ganhamos há 3 décadas e a Grécia que se tornou uma novidade no último europeu em que perdemos sem espinhas 2 jogos no mesmo europeu...foi obra!!
Quer queiramos quer não, somos uma boa selecção que não passa disso mesmo. Pelo menos até alguém dar uma estalada valente ao nosso espírito derrotista e num ápice começarmos a pensar que realmente somos mesmo bons e que o nível de ambição/confiança tem de estar no auge em todos os jogos, independentemente de qual seja.
Ao nível dos nossos jogadores referência máxima para o Quaresma. Foi sem dúvida um dos nossos melhores jogadores, facturando mais um golo. O Bosingwa esteve discreto não se exibindo ao nível do que temos visto no nosso campeonato. Talvez por estar preso de movimentos. O Bruno Alves foi o melhor que se viu na defesa. Jogou e ainda teve de dar uma maozinha ao estranhamente inseguro Ricardo Carvalho. O Raul Meireles entrou mas não deu nada de novo ao jogo.
De referir ainda que do 11 inicial, 6 jogadores são ou passaram já pelo FCPorto. dos suplementes que entraram, 3 também cheiram ou já cheiraram o tapete do dragão. É muito e mostra o que temos feito pelo desporto nacional. Há quem fale no apito dourado, nós preferimos falar no nosso contributo para também sermos o que somos hoje mas principalmente o que podemos amanhã.
Oldie.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Portugal-Itália
Publicada por
Oldie
em
22:59
Etiquetas: seleçao nacional
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
As carpideiras
Andam para aí muitas carpideiras por causa do que disse o director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro. Disse este magistrado, recordo, que houve alguma precipitação no caso Maddie, ao constituir arguidos os pais da menina desaparecida.
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, mais o dos juízes e mais o dos funcionários da PJ, insurgiram-se. O prof. Marcelo disse que o homem matou - foi a palavra: matou - a investigação. E que se naquele caso o director da PJ admitiu que houve precipitação, como será nos outros casos de constituição de arguidos. Pois o meu caro professor sabe muito bem que neste país ser-se arguido é uma pena no chapéu de muita gente. Quem não é arguido não é bom pai de família, digo eu. Precisa que lhe demonstre em quantos casos se constitui arguido por nada e se leva a julgamento por coisa nenhuma? Em que país vive o prof. Marcelo?
Voltando à Maddie, os sindicatos vieram carpir as mágoas porque não se pode falar de processos em investigação. Ai não, senhores juizes e senhores e senhoras do Ministério Público? E então como é que o Correio da Manhã, por exemplo, fez 50 manchetes sobre as culpas dos McCann antes de haver sequer algo que o indiciasse? Os senhores do MP ficam muito amofinados quando alguém dá a cara; gostam muito mais que façam o trabalho por eles, que criem o clima necessário nos jornais e nas televisões, para depois poderem agir à vontade. E ai de quem se meta com eles - no mesmo Correio da Manhã, que conheci muito bem, conseguem desmentidos a quatro colunas sem terem necessidade de dar a cara, porque há sempre um Octávio - ou até mesmo dois... - prontos para isso, porque acham que assim conseguem não indispor os senhores e sacar mais umas noticiazinhas sobre o PC. Sem ninguém dar a cara, pois então...
Depois, é evidente que Alípio Ribeiro já percebeu que não vai ficar muito tempo no lugar. Quando o procurador-geral da República, o homem que ouvia barulhos no seu telemóvel e não tinha dúvidas que era escutado - é fantástico como a Justiça se declara impotente neste país -, mandou constituir uma equipa especial para investigar a noite do Porto, logo percebeu que no eterno conflito latente entre as polícias e o MP quem é que tinha os favores do Governo.
Não tenho dúvidas de que Alípio Ribeiro não vai durar muito no cargo - há muitos anos que a PJ não tem uma direcção estável e a culpa não deve ser sempre dos próprios directores nacionais. Venha o próximo, que não há-de ser do Porto como Alípio Ribeiro. Vai uma aposta?
Manuel Queiroz(ex/jornalista do CM)
Blog bussola
Postar um comentário