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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Apito Final

Foi finalmente dada a conhecer a decisão final do caso Apito Dourado que entre outras personagens do nosso futebol, estava incluído o nosso presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.

Para o nosso clube foi atribuido a pena de subtracção pontual (6 pontos), a suspensão de Pinto da Costa por 2 anos e uma multa de 150 mil euros. Esta pena resultou da alegada corrupção de forma tentada. Isto numa época em que ganhámos em todas as frentes, campeonato, liga dos campeões e taça do mundo.

Na época actual que este fim de semana termina, os 6 pontos não fazem moça, mas se tivessemos uma margem para o segundo igual ou menor que a penalização, injustamente poderiamos perder o campeonato.

De salientar ainda que oficialmente ninguém ainda sabia desta decisão, mas nos orgãos de comunicação social, desde quarta-feira minutos após a decisão em reunião, foi revelada sem a comunicação prévia aos seus intervenientes.

O FCPorto legitimamente vai agora recorrer da decisão, não no que respeita obviamente à penalização dos 6 pontos, mas das restantes penas aplicadas.

Oldie.

2 comentários:

Anônimo disse...

Escreve-se MOSSA. Moça é rapariga. Eu sei que a culpa não é tua, é do linguajar da mouraria que também lê POSSA onde deveria dizer PÔÇA COM Ô Ô Ô fechado, PÔÔÔÔÇA.

Anônimo disse...

LER,DIVULGAR E MEDITAR:

A dois dias de terminar o campeonato de 2007/08, os argumentistas do Apito Final conseguiram o impensável. Agradar a Gregos e a Troianos. Nem em novelas se idealizam finais tão perfeitos. Senão vejamos.

1. A nação benfiquista regozija

E consegue finalmente alguma alegria numa época tão cinzenta. Afinal Portugal é um país justo. O Pinto da Costa é corrupto.

Não interessa que os tribunais civis decidam o contrário. Não interessa que mesmo a própria justiça desportiva o venha a ilibar no futuro. O que interessa é agora e o agora está muito necessitado de boas novidades, mesmo que estas nada tenham a ver com o Benfica.

2. O FC Porto aceita sereno a retirada de 6 pontos

Numa época em que a retirada de pontos é indiferente seria contraproducente recorrer dentro dos controlados orgãos desportivos que temos. O verdadeiro recurso teria de ser levado para tribunais civis irritando a UEFA e colocando o futebol português em risco de retaliações. E aqui sim o FC Porto seria o clube mais prejudicado. Nem clube nem adeptos conseguem já imaginar o que é não participar na competição que junta anualmente os 32 clubes mais fortes da Europa.

Não recorrer é a decisão mais inteligente para o clube.
Não recorrer é a decisão que não compromete nem o presente nem o futuro.

3. SAD portista mantém a confiança no Pinto da Costa

Outra coisa não seria de esperar. As SAD visam a maximização do lucro e esta decisão é soberba. Não só não se feriram os interesses da SAD como se eliminou a incerteza que pairava sobre as acções.

O pior que existe para as acções de uma empresa cotada em bolsa é a incerteza. Como dizia um meu professor, "para o papel cotado, mais vale um adversidade consumada hoje do que um potencial mal menor amanhã". Neste caso, nem adversidade hoje nem incerteza amanhã. É mesmo expectável que se venha a assistir a uma valorização das acções no curto prazo.

4. E finalmente, Pinto da Costa livre para defender o seu nome

Como dirigente desportivo, nada mudou. Se alguém tinha dúvidas, o seu "não vamos mudar por nada, a gestão do clube em nada será alterada" dá uma pista sobre quem continuará a gerir o clube.

Mas com muito mais alcance e deveras muito mais importante, como cidadão, Pinto da Costa pode levar o recurso a qualquer tribunal sem colocar em risco o clube.

Aqui reside a força do FC Porto. O seu presidente chamou a si a defesa do nome do FC Porto com total liberdade para a defender fora do eixo viciado da LPFP e com o clube a salvo de qualquer retaliação.

Não é fácil ser o personagem principal de todos os Apitos à excepção do encarnado - principal não porque seja o mais visado nos processos, não porque tenha efectivamente corrompido o sistema, mas porque matou "o sistema" e instituiu um novo status quo com o "Glorioso" o "Grande", etc. arredado da ribalta. Mas mais uma vez Pinto da Costa provou ser um exímio estrategista.

Nem mesmo os intelectuais da bola viram esta a chegar!
Este desfecho só pode ter sido combinado.

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